quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Marina Silva dá início a sua campanha para Presidente da República


O programa ficou repleto de imagens dela com Eduardo Campos e com trechos de um discurso da véspera, afirmando que seu destino é o legado do presidenciável.
A nova candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, estreou no horário eleitoral de TV do partido nesta quinta-feira num programa cheio de imagens dela com Eduardo Campos e com trechos de um discurso da véspera, afirmando que seu destino é o legado do presidenciável morto na semana passada em um acidente aéreo.
“Nosso destino comum está traçado no legado de Eduardo, nossa palavra de ordem neste momento é crescer, crescer na maturidade política, crescer na maturidade de nosso povo e na disposição para servi-lo”, disse Marina.
Emocionada, Marina chegou a interromper seu discurso ao lembrar de uma imagem em que abraçava Campos e prometeu que o que vinha fazendo com o ex-governador de Pernambuco servirá de norte para o que fará daqui para frente.
Leia o texto completo aqui





terça-feira, 20 de maio de 2014

Hóspedes inesperados

O dia estava quente quando ela recebeu a ligação de Anabela. Queria entrar no ônibus, mas foi confrontada com o motorista, solicitando sua carteira de identidade. Sem alternativa, pois a carteira ficara sobre a mesa da sala, tentou se entender com o homem. Ele olhou-a desconfiado. Possivelmente a achou com cara de alguma velha pronta para atacar os demais passageiros. Depois de muita conversa e brados das pessoas dentro do ônibus, o motorista permitiu a entrada dela. Enfrentou aquela gaiola de metal por seis paradas, antes que pudesse voltar ao ar livre.
Nada ajudava naquele dia. O telefone tocou. Descobriu que seu inquilino, ocupante do quarto de Anabela, também deixara, sem pensar em devolver as chaves, sua carteira e pertences sobre a mesa de jantar. Isso significava estar sua casa totalmente desprotegida. Ao pensar naquilo sentiu as mãos suadas. Forçada a suportar o sol escaldante e o volumoso pacote pensou em como conseguir uma cópia extra das chaves – sim, procurar um chaveiro – então diante do armazém de ferramentas entrou em busca de Francisco, o ajudante de caixa que a salvava nas emergências.
Sua situação piorou rapidamente ao clímax. Francisco não se encontrava na loja, havia saído para fazer uma entrega.  No entanto, quando ela acabava de falar com o senhor que a atendia sentiu um forte cheiro de gás, misturado com feijão fervente. Vinha lá de trás e começou a invadir o ar e empestear toda a loja, causando dores na garganta. O dono da loja foi investigar e descobriu a fonte: o gás havia apagado e o feijão borbulhando na panela irradiava aquele odor. Ele fechou o botão do fogão, mas os clientes assustados já estavam fora da loja, inclusive ela.
“Anabela, querida?” A voz saia-lhe estridente. “Não venha ainda. Fiz um bolo, para recebê-la, querida, mas ainda não cheguei em casa. Esperava sua chegada pela manhã, porém, após seu telefonema resolvi sair para comprar leite e outros petiscos! “
Seus anos de vida foram passados naquele bairro, onde as pessoas andavam pelas ruas sem se importar com os trágicos noticiários. No próximo jardim encontrou Francisco voltando para a loja. Depois de vê-la esbaforida voltou para abrir a porta da casa. Ele a fez pegar as chaves e recomendou fechar a porta, assim que saísse. Sabia que isso a deixaria mais tranquila, mesmo sabendo do sossego do bairro.